13 afirmações falsas sobre o coronavírus em que não deve acreditar nem deve partilhar
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13 afirmações falsas sobre o coronavírus em que não deve acreditar nem deve partilhar

O novo coronavírus e a doença que causa, a COVID-19, são ainda muito desconhecidas por parte das autoridades de saúde e da população em geral.

Por essa razão, o mundo inteiro está alarmado e atento às informações que se difundem sobre esta nova pandemia.  Não obstante, é importante prestar atenção unicamente à informação partilhada por fontes oficiais, já que as redes sociais se têm vindo a inundar a grande velocidade de notícias falsas acerca de como parar a propagação do coronavírus e como tratar a COVID -19.

As fake news constituem um risco elevado, especialmente no âmbito sanitário, já que têm impacto diretamente na saúde e bem-estar das pessoas. Assim, devemos identificar os mitos que estão a ser partilhados ultimamente:

  1. MITO. O coronavírus é como a gripe
  2. Deve-se evitar comparar ambas as doenças. Apesar de ser verdade que muitas pessoas jovens e saudáveis expostas ao coronavírus têm sintomas muito parecidos aos da gripe estacional, as doenças são diferentes uma da outra.
    Deve-se salientar que a COVID -19 é muito mais contagiosa que a gripe, e apresenta uma taxa de mortalidade mais elevada. Além disso, é uma doença ainda muito desconhecida e para a qual não existe vacina.

  3. MITO. Se utilizar máscara, não me contagiarei
  4. De acordo com o que indica a Organização Mundial da Saúde (OMS), a utilização de máscaras deve limitar-se a pessoas infetadas - ou que poderiam estar infetadas - e a pessoas saudáveis que estejam em contacto direto com essas pessoas. Além disso, somente são eficazes se se utilizarem e se eliminarem corretamente, e se forem combinadas com a lavagem frequente de mãos com água e sabão ou com gel desinfetante.

  5. MITO. A pandemia do coronavírus desacelerará no verão devido ao calor
  6. O vírus da gripe e a constipação debilitam-se a partir da chegada da primavera, devido ao aumento das temperaturas.
    Não obstante, a OMS já advertiu de que não há evidências científicas que indiquem que o coronavírus venha a enfraquecer da mesma forma devido ao aumento das temperaturas.

  7. MITO. O coronavírus transmite-se em zonas com climas cálidos e húmidos
  8. O vírus da COVID-19 pode transmitir-se em qualquer zona, independentemente das suas condições climáticas. 

  9. MITO. O coronavírus pode-se propagar a grandes distâncias através do ar.
  10. O coronavírus é um vírus respiratório que se propaga principalmente pelo contacto com uma pessoa infetada através das gotículas que se disseminam quando uma pessoa fala, tosse ou espirra.
    Estas gotículas são demasiado pesadas para que se possam disseminar a grandes distâncias pelo ar.

  11. MITO. Os antibióticos são eficazes para prevenir e tratar a infeção por coronavírus
  12. Os antibióticos só são eficazes contra as bactérias. Sendo o coronavírus (2019-nCoV) um vírus, não se deve recorrer a antibióticos nem para prevenir nem para tratar a infeção.

  13. MITO. Os animais de companhia podem transmitir o coronavírus
  14. De acordo com o comunicado da OMS, não existe evidência científica de que os animais domésticos padeçam de COVID -19 e nem de que a transmitam.

  15. MITO. A picada de mosquito pode transmitir a COVID-19
  16. O coronavírus é um vírus respiratório que se propaga principalmente pelo contacto com uma pessoa infetada através das gotículas que se disseminam quando uma pessoa fala, tosse ou espirra.
    Não há informação nem prova que indiquem que possa transmitir-se através da picada dum mosquito.

  17. MITO. As crianças são imunes ao coronavírus
  18. De acordo com os dados atuais, somente 2% dos casos registados ocorrem em crianças. Além disso, na grande maioria dos casos, passam a doença sem ter nenhum tipo de complicação.
    Não há informação nem prova que indiquem que possa transmitir-se através da picada dum mosquito.
    Assim, parece que as manifestações da COVID -19 nas crianças, tanto meninos como meninas, são mais leves do que nos adultos, mas estas não são imunes à doença.
    Além disso, devemos levar em consideração que as crianças podem.

  19. MITO. As mulheres grávidas transmitem o coronavírus ao feto
  20. Tal como indica a OMS, as primeiras investigações indicam que o vírus não passa para o líquido amniótico que envolve os bebés no útero ou para o sangue do cordão umbilical.
    O principal risco de que os bebés sejam alimentados por mães com COVID -19 é que o contacto próximo possa permitir a transmissão de gotículas. Por essa razão, aconselha-se que, antes de tocar no bebé, lave as mãos, o extrator de leite ou os biberões, e que considere usar uma máscara durante a amamentação.

  21. MITO. Posso ser contagiado duas vezes pelo coronavírus
  22. Ainda é prematuro para poder dar uma resposta com absoluta certeza. Não obstante, os peritos pensam que as pessoas que tiverem sido infetadas pela COVID -19 ficarão imunizadas ao vírus durante esta época.
    É certo que houve casos de pessoas que tiveram alta e que voltaram a dar positivo passados uns dias. Sobre esta questão os peritos adiantam que, embora estejam ainda a decorrer estudos sobre a matéria, é provável que se trate de um “ressurgimento” do vírus e não de uma reinfeção.
    Porém, a OMS recomenda aos pacientes que tenham superado a doença a permanecer em isolamento 14 dias, para confirmar que não há sinais de infeção.

  23. MITO. Uma boa alimentação pode prevenir o coronavírus
  24. Não se pode prevenir a infeção por coronavírus através da dieta alimentar. Contudo, um estilo de vida saudável que inclua uma dieta equilibrada é um fator positivo para manutenção dum sistema imunitário forte.

  25. MITO. Beber água quente ou chás combate o coronavírus
  26. Beber líquidos quentes não altera a temperatura corporal real da pessoa. A OMS adverte de que não há provas científicas que comprovem que as altas temperaturas destruam o coronavírus.